Medo de dentista: como é uma consulta pensada pra quem tem pavor
Atualizado: há 16 horas
A odontofobia é real, é mais comum do que parece, e não precisa ser enfrentada sozinho. Nem quem dirige a Almagio escapou dela.

Segundo estudos citados pela revista Sorrisos Brasileiros, publicação institucional apoiada pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), 15% da população brasileira diz ter medo de dentista (muitas vezes sem ter passado por um episódio específico) ou sofre de ansiedade odontológica. Na prática, numa sala de espera com dez pessoas, pelo menos uma provavelmente está ali segurando o coração acelerado, mesmo sorrindo e conversando normalmente. Se esse é o seu caso, a primeira coisa que precisa ficar clara: você não está exagerando, e você não está sozinho.
Ansiedade, medo e odontofobia não são a mesma coisa
Sentir um friozinho na barriga antes da consulta é comum, e a maioria das pessoas atravessa isso e segue com o tratamento. Já a odontofobia é outra história: é um medo desproporcional e paralisante, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como uma fobia específica (código F40.2 na CID). Nesse nível, a pessoa evita o dentista a qualquer custo, mesmo sentindo dor, e isso pode se arrastar por anos.
A mesma publicação cita dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal: 9% dos adultos brasileiros nunca foram ao dentista na vida. Uma parte relevante desse número tem relação direta com o medo.
Sinais de que pode ser mais do que "só nervoso".
Adia a consulta há anos, mesmo sentindo dor ou desconforto
Coração acelerado, suor frio ou mãos trêmulas só de pensar em marcar
Já cancelou ou faltou a uma consulta por pânico, mais de uma vez
Guarda uma lembrança ruim, própria ou de alguém perto, que nunca "passou"
Reconhecer algum desses pontos não é motivo de vergonha. É só um sinal de que o caminho até o consultório precisa ser diferente do que já não funcionou antes.
Por que isso acontece (e por que não é frescura)
O medo é um mecanismo de proteção. Quando uma experiência no passado, seja uma dor mal explicada na infância, seja um profissional apressado, seja só o barulho do motorzinho num momento ruim, fica associada ao consultório, o corpo passa a reagir antes mesmo de qualquer coisa acontecer. Não é frescura, é memória fazendo o trabalho dela, só que no lugar errado.
Ninguém evita o dentista por vontade.
Evita porque, em algum momento, o medo não foi levado a sério.
A história por trás desse jeito Almagio de cuidar
Essa forma de atender não nasceu de um manual. Aos 23 anos, a fundadora da Almagio, Gislaine Martinez, grávida de 7 meses da Dra Giovanna, teve uma infecção dentária e acabou perdendo o dente através de uma exodontia (extração) de urgência. Mesmo assim, o medo continuou mandando: quando o próximo passo seria um implante, a resposta sempre foi a mesma, "um dente lá no fundo, ninguém vê". O que não se via, na verdade, foi o trauma que esse procedimento causou.
O medo só foi encarado de verdade anos depois, quando a filha, Giovanna, entrou na faculdade de Odontologia e insistiu: "você não pode ficar sem esse dente". Depois de noites maldormidas, e de só aceitar iniciar o procedimento depois que o calmante fez efeito, a ponto de deixá-la "fora da casinha" de tanto medo de sentir dor, Gislaine enfim passou pelo procedimento e descobriu o que é um atendimento humanizado, que respeita a história do paciente, e não sentiu absolutamente nada.
E, assim, a pessoa que mais teve medo de dentista virou responsável
por fazer ninguém mais sentir esse medo.
Como pensamos uma consulta pra quem sofre só de pensar em ir ao dentista
É esse lugar, o da "cadeira do paciente", que molda o jeito de atender na Almagio. Na prática, isso vira alguns combinados simples:
Uma conversa antes de qualquer instrumento. A gente escuta o que você sente, o que já viveu e o que te deixa em alerta, sem pressa.
Você no controle. Combinamos um sinal (a mão levantada, por exemplo) pra pausar a qualquer momento, sem julgamento.
Passo a passo explicado antes de acontecer. Você sabe o que vai sentir e por quê, sem sustos.
O primeiro passo pode ser só conhecer
Não é preciso chegar já decidido a fazer um tratamento. Às vezes o primeiro passo é simplesmente visitar o espaço, conhecer a equipe e sentir se aquele é um lugar onde dá pra confiar. Sem motorzinho, sem compromisso, só pra tirar o "desconhecido" do meio do caminho.
O medo está adiando o seu cuidado?
Pode vir só pra conhecer a equipe antes de marcar qualquer coisa.
No seu tempo, do seu jeito.





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